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SATYROS
NEWS, 29 de março de 2005
Cléo
De Páris e Ivam Cabral |
COSMOGONIA
– EXPERIMENTO NO. 1
Estréia
no próximo dia 8, às 21h30, o espetáculo
“Cosmogonia – Experimento No. 1”,
com texto e direção de Rodolfo García
Vázquez. A peça traz no elenco os atores
Ivam Cabral, Cléo De Páris, Eduardo Castanho
e Eduardo Metring.
“Cosmogonia
– Experimento No. 1” estreou em Curitiba
em dezembro do ano passado e esteve presente na mostra
paralela do Festival de Teatro de Curitiba. Grande sucesso
de público e crítica, a peça foi
considerada pelo jornal Folha de S. Paulo uma das 3
melhores do evento.
O Tema
Durante
um longo período no ano passado, Os Satyros pesquisaram
a cosmogonia de diferentes culturas. As diversas mitologias
acerca da origem e finalidade do Universo foram estudadas
pela equipe que, em paralelo, também buscou conhecer
as abordagens científicas cosmológicas
mais contemporâneas, tais como as teorias do Big
Bang, entre outras.
“Cosmogonia”,
mais do que um espetáculo tradicional, é
um projeto de pesquisa de longo prazo que será
desenvolvido pela companhia Os Satyros. Este experimento
no. 01 é a primeira etapa deste projeto.
Este
primeiro experimento é focado na Teogonia de
Hesíodo, o primeiro grande relato cosmogônico
da cultura clássica grega. O roteiro do espetáculo
relata os 50 minutos finais de vida de um cientista
(Ivam Cabral) que se encontra com duas divindades gregas,
a Moira Inflexível e a Musa Belavoz ou Calíope
(ambas vividas por Cléo De Páris). Deitado
em uma cama de hospital, o cientista espera pelo pior.
A Moira, divindade responsável pelo partilha
do destino de deuses e homens, determina que ele tem
apenas 50 minutos de vida.
E
durante estes 50 minutos que lhe restam, ele se defrontará
com as limitações da ciência e pedirá
às Musas que lhe narrem a origem do Universo,
como fora narrada por Hesíodo. Posteriormente,
também se desesperará em manter viva a
sua lembrança para as gerações
futuras. Ao final, sua morte o elevará a uma
dimensão supra humana, remetido ao Cosmo.
O Espetáculo
É
com máscaras, luvas e jalecos que o público
se prepara para assistir, na UTI, a agonia de um cientista
à beira da morte. O cenário expressionista
está presente na peça.
O
tema principal é a limitação da
ciência na explicação da origem
do mundo e do homem. “Partimos da idéia
de que existiram várias mitologias que explicavam
a origem da humanidade, mas que acabaram sendo substituídas
pelas teorias científicas”, fala Rodolfo
García Vázquez, diretor da peça
montada pelo grupo Os Satyros.
Em
coma, o físico recebe a visita de duas divindades
gregas. Moira, deusa do destino, anuncia que ele tem
apenas mais 50 minutos de vida. A musa Belavoz lhe explicará
a história do universo, conhecida a partir do
poema “Cosmogonia”, de Hesíodo. “Segundo
a teoria do poeta grego, foi do caos que surgiu o céu
e a terra. Dela nasceram vários filhos, entre
eles Zeus, o deus superior, e Eros, deus do amor e da
criação”, explica o diretor.
Os
espectadores entram em contato com esses conceitos de
forma peculiar. Vestidos de branco, eles permanecem
em um espaço que comporta no máximo 40
pessoas, sentados em dois corredores com estruturas
em dois níveis. “O público é
parte importante da montagem porque se insere no cenário.
O andamento da peça depende da interação
com o espetáculo, já que o espectador
faz parte dele”, esclarece Vázquez.
A
participação do público também
levanta questionamentos suscitados pelo tema da peça.
Segundo o diretor, quando o homem se defronta com o
seu fim, percebe que a ciência não é
suficiente para explicar sua existência. Muitos
dos elementos mitológicos presentes na peça
apresentam discussões científicas atuais,
abordadas de maneira metafórica. “As pessoas
concluem que o sentido da vida pode ser buscado tanto
através da ciência, quanto das mitologias,
das quais a religião faz parte”, afirma.
A
dialética grega encontra-se presente no espetáculo
não apenas em seu texto, como na discussão
esquecimento x lembrança, som x silêncio,
claro x escuro e no contradição espectador
x participante.
Cosmogonia
estreou em dezembro de 2004, em Curitiba. Outros experimentos
estão nos planos da Companhia de Teatro Os Satyros,
que pretende montar espetáculos baseados na gênese
do universo, segundo outras mitologias.
O que disse a Crítica:
“Os
melhores espetáculos foram "Por Elise",
do grupo Espanca!, de Belo Horizonte; "Suíte
1", da Cia. Brasileira de Teatro; e "Cosmogonia",
do grupo Os Satyros, ambos de Curitiba - o último
tem outro núcleo em São Paulo”.
(Valmir Santos, Folha de S. Paulo, março/2005)
"Cosmogonia",
partindo de um texto difícil de Rodolfo Vázquez,
triunfa pela engenhosidade do cenário”.
(Sergio Salvia Coelho, Folha de S. Paulo, março/2005)
“Nessa
encenação os recursos sonoros e cenográficos,
ainda que muito bonitos, não chamam atenção
para si, mas convergem de forma harmoniosa para que
essa encenação intimista provoque no espectador
uma profunda reflexão sobre as eternas perguntas
sem resposta sobre a existência”.
(Beth Néspoli, O Estado de S. Paulo, março/2005)
“O
espetáculo já é em si emocionante”.
(Roberta Oliveira, O Globo, março/2005)
“No
terreno das experimentações, vale destacar
“Cosmogonia” em cartaz no Espaço
dos Satyros em Curitiba. Traz como diferencial um figurino
para o público que entra numa UTI (é uma
discussão metafísica), coisa que eu pessoalmente
creio nunca ter visto”.
(Maria Lúcia Candeias, Gazeta Mercantil, março/2005)
“Interessados
em encontrar uma cenografia criativa, não podem
deixar de assistir “Cosmogonia” –
um espetáculo-instalação em que
os espectadores são envolvidos, junto com os
atores, por um tecido com oríficios. A instalação
obriga a platéia a mudar sua posição
corporal nas alterações de cena. Com isso,
modifica-se também o cenário.”
(Joanita Ramos, Gazeta do Povo, março/2005)
“O
experimento número um impressiona pelo trabalho
teatral, que tem a participação do público
vestido de médico e mergulha em várias
dimensões da vida”.
(Diário de Pernambuco, março/2005)
Para Roteiro
COSMOGONIA
– EXPERIMENTO NO. 1
Estréia: 08 de abril, sexta-feira, às
21h30
Texto e Direção: Rodolfo
García Vázquez
Elenco: Ivam Cabral, Cléo De
Páris, Eduardo Castanho e Eduardo Metring
Cenário: Rodolfo García
Vázquez
Figurinos: Silvanah Santos
Trilha Sonora: Ivam Cabral
Iluminação: Emerson Fernandes
Assistência de Direção:
Eduardo Castanho
Operação de Som: Rafael
Soares
Programação Visual: Laerte
Késsimos e Zed Nestri
Fotografia: Eduardo Castanho e Zed
Nestri
Gênero: Drama
Recomendação: Maiores
de 14 anos
Duração: 60 minutos
Ingresso:
R$ 20,00 – desconto de 50% para estudantes, classe
artística e terceira idade
Temporada:
quintas e sextas às 21h30
Em cartaz por tempo indeterminado
Espaço dos Satyros
Praça Roosevelt, 214 – Consolação.
Fone 11 3258-6345. Capacidade: 40 lugares. Acesso para
deficientes físicos. Estacionamento - R$ 5,00
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