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Os Satyros lançam seu núcleo de teatro juvenil, no dia 18 de setembro às 18hs, no Espaço dos Satyros Dois,
com a estreia do espetáculo “Na Real”. O trabalho partiu de uma investigação teatral de Os Satyros realizada
com quinze adolescentes da rede pública de ensino da região central da cidade de São Paulo.
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O processo de montagem do espetáculo foi
desenvolvido em processo colaborativo, onde
os jovens faziam depoimentos sobre os seus
problemas do dia-a-dia, suas angústias, seus
desejos e frustrações. A partir destes
depoimentos e de improvisações feitas pelos
próprios adolescentes, o espetáculo foi
roteirizado e montado. Situações como bullying,
desintegração familiar, alcoolismo
(especialmente paterno), drogas, desinteresse
escolar, gravidez na adolescência e outros temas
candentes surgiram naturalmente durante o
processo.
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Após as apresentações, os jovens atores regularmente abrirão espaço para um bate-papo, onde eles e os
espectadores poderão falar de suas questões pessoais e trocar informações, propondo uma maior
conscientização de sua realidade e de cidadania.
A receptividade do público e dos alunos nas escolas públicas tem sido extremamente favoráveis,
demonstrando que o projeto atende uma necessidade destes jovens de ver, através do teatro, a
discussão de temas que lhe interessam profundamente, em uma fase da vida em que o futuro parece
incerto e o presente apresenta milhares de questões a serem respondidas.
A partir da experiência extremamente rica e positiva de “Na Real”, Os Satyros decidiram dar continuidade
ao projeto de teatro juvenil como uma das ações a serem mantidas pelo grupo nos próximos anos.
A experiência européia dos Satyros com adolescentes
Durante os anos de 2001 a 2004, Os Satyros desenvolveram vários projetos na Europa com adolescentes.
Tais projetos vieram a marcar profundamente o próprio fazer teatral do grupo e despertaram o interesse em
desenvolver projeto semelhante no Brasil.
"Fifty Years Difference" foi um projeto concebido por Interkunst
em 2001 que propunha o encontro entre pessoas de diferentes
gerações, com cinquenta anos de diferença de idade entre si.
Os jovens adolescentes, de escolas públicas tinham portanto,
contato com pessoas da terceira idade. Os participantes vieram
de cinco países diferentes (Alemanha, Holanda, Itália, Polônia e
França) e puderam realizar uma troca profunda de experiências
pessoais sobre dois temas específicos: o preconceito e a
violência. Todos os participantes da terceira idade haviam sofrido
os horrores da Segunda Guerra Mundial. Os jovens, que hoje se
defrontam com temas também controversos como a imigração e
os neo nazis, puderam observar e trocar informações com os
sobreviventes da Segunda Guerra Mundial, o que gerou
um espetáculo extremamente tocante. Entre as instituições que
participaram do projeto, que foi financiado com fundos da
Comunidade Europeia, podemos citar o Município de Monterotondo
(Itália), o Teatro Laboratório de Grotowiski em Wroclaw (Polônia) e
o Théâtre de l´Opprimé de Paris (França). O espetáculo foi
apresentado em escolas dos cinco países.
A segunda experiência dirigida por Rodolfo García Vázquez para
o nterkunst foi o espetáculo “Beschädigte Seelen” (2001 a 2004).
O trabalho era inspirado na vida de adolescentes da Alemanha
Oriental que, durante o período da ditadura comunista, colaboravam com o serviço secreto para denunciar jovens e professores subversivos nas escolas em que freqüentavam.
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O projeto partiu do livro homônimo e propunha que jovens alemães reconhecessem a sua própria história
pré-Muro de Berlim. “Beschädigte Seelen” foi adaptado por Rodolfo García Vázquez e apresentou-se em
mais de uma centena de cidades da Alemanha.
Sinopse
A partir de cenas curtas de diálogos rápidos, trechos musicais e monólogos curtos, o espetáculo “Na Real”
apresenta a vida de jovens adolescentes na faixa etária entre 15 e 18 anos, de famílias de classes
menos favorecidas, suas angústias, seus sonhos, sua ansiedade com relação ao amor, à carreira, à
família, à sexualidade e à escola. O roteiro do espetáculo parte de situações vividas ou observadas
pelos jovens em seus ambientes de convívio.
O processo de trabalho foi colaborativo e teve a duração de nove meses, durante os quais vários
aspectos da vida dos jovens foram discutidos. O bullying, as novas configurações familiares, a
necessidade de começar a trabalhar ainda muito jovem para poder ajudar a família economicamente, as
dificuldades escolares, os primeiros amores, a proximidade do mundo das drogas, a gravidez na adolescência
e o medo diante do futuro são alguns dos temas levantados pelo espetáculo.
Ficha Técnica
Espetáculo: Na Real
Orientação: Marcio Pellegrini e Esther Antunes
Coordenação: Rodolfo Garcia Vázquez
Texto: Criação coletiva
Produção geral: Ivam Cabral
Elenco: Alexandre Silva, Carlos "C.King" Santos, Deborah Oliveira, Fabi Tavares, Fabio Domingues,
Gabriela Bonotti, Guilherme Fernandez, Guga Paulino, Judi Barreto, Klelvin Arcenio, Lucas Impallatory,
Luiz Souza, Paola Mar, Rafael Oliveira, Taya Martins, Leonardo Carvalho, Yasmim Andreis e Yasmin Pereira
Figurino: Daíse Neves
Cenário: Marcelo Maffei
Iluminação: José Nilton
Sonoplastia: Criação coletiva
Produção executiva: Lino Reis
Assessoria de imprensa: Robson Catalunha
Onde: Espaço dos Satyros Dois (Praça Roosevelt, 134)
Quando: Domingos, 18hs.
Ingressos: R$ 10,00 e R$ 5,00 (estudantes, professores, terceira idade e moradores da Praça Roosevelt)
Temporada: 18 de setembro de 2011 até 27 de novembro.
Informações: 3258.6345

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