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Crítica - Nos Campos da Solidão
por Jefferson Del Rios - O Estado de São Paulo
Santa Efigênia teria nascido na Etiópia e se tornou lenda religiosa a partir do século 13. Ficaria abismada se descobrisse seu nome na rua paulistana que é um pátio dos milagres eletrônicos. Essa religiosa, identificada com a Ordem dos Carmelitas, que tem entre seus princípios o voto de silêncio, hoje é sinônimo de comercio miúdo da comunicação entrópica do 'tudo ao mesmo tempo agora já'. Da globosfera na qual uma pessoa, mesmo sem ter companhia na vida real, pode se conectar com centenas de amigos virtuais.
Se os religiosos carmelitas creem buscar o divino ao se calarem, o espetáculo Cabaré Stravaganza fala do seu contrário. Do território de mentes superativadas que a neurociência ainda não sabe decodificar. Também a época da mecanização dos corpos criando mentes/almas de robô. É por esses caminhos que vai a nova e vigorosa criação do grupo Os Satyros que, fiel ao nome, trafega outra vez no limite da transgressão comportamental, que sempre contém violência e, ao mesmo tempo, prega amor e solidariedade.
Seu evento-multimidia é uma tentativa de relatar o que está acontecendo. Quem é androide e quem é gente, ou tudo ficou mais ou menos igual? O sistema de comunicação do grupo com os espectadores reflete um pouco, talvez, o que se passa. Não há mais, ou ainda, (e talvez não haja) o programa em papel com dados da montagem (elenco, ficha técnica) e sua justificativa. As informações estão no site da companhia. O secular papel jornal traz aqui, então, um resumo do site que, entre outros pontos, fala das crianças e adolescentes da atualidade que brincam com videogames e desconhecem a bicicleta. Apresentam dificuldade muito maior do que gerações anteriores em distinguir a diferença entre o mundo real e o virtual. Pode-se dizer que, de certa forma, a esquizofrenia ficou 'normal'. E os adultos que usam celular em velórios, igrejas? Esses neozumbis estão matando o rito teatral com suas telas azuladas, onde buscam torpedos que reiteram suas vidinhas apressadas.
O teatro vai ceder? Ouçamos os artistas: 'A utilização dos celulares por esses jovens encontra-se, portanto, em um novo lugar do humano, que também é outro lugar teatral: eles não são um signo teatral tradicional como um adereço; ao contrário, fazem parte da própria identidade social destes jovens, participando do cotidiano do ator-adolescente e de sua forma de se comunicar com o mundo. São próteses tecnológicas de uma humanidade cibernética. Os antropólogos ciborgues, como Amber Case, diriam que vivemos na condição ciborgue toda vez que agimos através de aparatos tecnológicos como celulares carros e laptops. Tanto os espectadores quanto os artistas do novo teatro estarão, portanto, marcados pelo espírito ciborgue'.
De novo a questão: o teatro vai ceder a uma ideia de progresso que traz junto a idiotia? Seria estranho se desse aval pleno a um fenômeno recente (a figura de Steve Jobs oscila ainda entre a genialidade e a tirania). Aí teríamos arte destituída de dúvidas. O mesmo texto acrescenta, porém, que 'o teatro vive uma relação intensa e contraditória com ele, ora negando suas influências, mantendo-se fiel à sua história e à preservação de ideais anteriores de humanismo, ora incorporando os elementos deste novo tempo e antecipando tendências'. Ou seja, esse universo ultratecnológico está em discussão, criticado e repensado.
Como tradução cênica de ideais contraditórias, Stravaganza tem beleza e inteligência como imagens e representação. Um cabaré encoberto, cuidadosamente, com um leve manto pós punk. O texto de Maria Shu encadeia cenas poderosas e sequências dispersas e sem força. Escrita impetuosa a pedir melhor organização dramática. Esse 'futurismo' sem alegria une os que precisam mudar de sexo, os necessitados de próteses por doenças e deformações aos que se entregam ao esforço vão de conter o tempo com plásticas, silicones, etc. Dorian Gray (Oscar Wilde) tinha uma filosofia de vida. Seus descendentes, nada.
O enredo inclui instantes de igualitarismo quando se esquece um pouco os que estão fora do chamado bom comportamento, a saga, a épica dos travestis, para notar o porteiro, simples heterossexual, que se atirou do edif??cio. O simpático pendor pelo melodrama resgata os Satyros da histeria autoritária dos furiosamente modernos, dos 'muito loucos' e muito 'dionisíacos', os maníacos por Rimbaud e Artaud. Rodolfo Garcia Vasquez torna-se poeta do espaço ao transfigurar em caleidoscópio o cubo negro do teatro (em parceria com o cenógrafo Marcelo Maffei). O elenco reúne talentos emergentes e as marcantes e conhecidas presenças de Ivam Cabral e Cléo de Paris no jogo de luz e sombra do Cabaret Stravaganza, alegoria de um mundo novo não necessariamente admirável.
Fonte: Jefferson Del Rios - O Estado de São Paulo - 15 de novembro de 2011.
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Leo Moreira Sá é um transexual que nasceu com o nome Lou. Seu sonho? Realizar uma mastectomia (cirurgia para retirada da mama) para se adaptar, de vez, a esta nova identidade sexual --os transexuais têm o chamado "transtorno de identidade de gênero"; neste caso, é como um homem "preso" num corpo de mulher.
Para viabilizar a operação, a peça "Cabaret Stravaganza", que estreia em 20 de outubro no Satyros 1 (centro de São Paulo), criou um programa de financiamento colaborativo via internet, por onde o público pode fazer sua doação (de R$ 20 a R$ 1.000). O objetivo é arrecadar R$ 15 mil. Clique aqui e saiba como participar.
O projeto, chamado de Lou-Leo, é uma das cenas do espetáculo, e todos os detalhes da evolução desta jornada ser??o mostrados ao público durante as apresentações, que poderá ver a transformação cirúrgica do corpo do artista.
SOBRE A PEÇA
Dirigido por Rodolfo García Vázquez, o espetáculo utiliza recursos multimídia, internet e telefonia, e recupera características das "extravaganzas" vitorianas e dos cabarés alemães dos anos 1920, com liberdade de formas e estilos, estruturas fragmentadas de cenas e elementos do burlesco, da pantomima, da revista e do show de variedades.
O elenco é composto por Andressa Cabral, Cléo de Páris, Fábio Penna, Gustavo Ferreira, Henrique Mello, Ivam Cabral, José Alessandro Sampaio, Julia Bobrow, Marta Baião, Phedra de Córdoba e Robson Catalunha.
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Radicalizando a pesquisa sobre o que nomeiam de Teatro Expandido, inaugurado com o espetáculo Hipóteses Sobre o Amor e a Verdade (2009), a cia. de teatro Os Satyros faz a estreia digital do espetáculo Cabaret Stravaganza, dirigido por Rodolfo García Vázquez. O evento começa às 19h30 no Restaurante Rose Velt e a distribuição de ingressos começa uma hora antes, com debate, coletiva de imprensa e a presença dos atores.
A pesquisa do denominado Teatro Expandido busca promover a interação entre os corpos físicos e as diversas próteses cibernéticas, de celulares a operações cirúrgicas, de identidades físicas a digitais. Na noite de lançamento, uma das cenas da peça será exibida pelo hotsite e o público poderá interagir com o elenco por meio das redes sociais, já ativadas com informações, fotos e curiosidades postadas pelo elenco.
“O ator do novo teatro se expandirá em apetrechos tecnológicos que completarão sua performance cênica. O conceito de atuação se ampliará. O corpo físico do ator será sua realidade carnal original e suas próteses incorporadas, tornando-se plataforma a partir da qual o ator expandido realizará suas investigações reais e virtuais”, afirma o grupo.
O espetáculo físico Cabaret Stravaganza entra em cartaz, dia 20 de outubro, no Espaço Os Satyros Um, às quintas, sextas e sábados, até dezembro.
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20-10-2011 ////////
Cabaret Stravaganza
Os Satyros em projeto que une o digital ao teatro
Depois de uma estreia digital com transmissão ao vivo pela web feita em setembro, os Satyros encenam no palco o espetáculo “Cabaret Stravaganza”, dirigido por Rodolfo García Vázquez.
Experiência radical do teatro expandido, a estreia digital mostrou Leo Moreira Sá, transexual masculino e artista do grupo, acompanhado de uma série de médicos e especialistas, num processo cirúrgico – mastectomia - de adequação física de seu corpo a sua identidade de gênero. As transformações para a reconstrução física do corpo de Leo serão acompanhadas de perto pelos financiadores do projeto, que foi feito de forma colaborativa, chamada de crowdfunding.
A partir da estreia física, os espectadores poderão ver de que forma o projeto evolui. Baseado no fato que a humanidade se encontra em um momento de profundas transformações tecnológicas e científicas, o espetáculo busca discutir as implicações disso na nossa forma de viver, envolvendo o uso de recursos multimídia, internet e telefonia e recuperando características das extravaganzas vitorianas e dos cabarés alemães dos anos 20.
Dando continuidade à pesquisa de teatro expandido, o projeto promove a interação entre os corpos físicos e as diversas próteses cibernéticas, de celulares a operações cirúrgicas, de identidades físicas a digitais. “O ator do novo teatro se expandirá em apetrechos tecnológicos que completarão sua performance cênica. O conceito de atuação se ampliará. O corpo físico do ator será sua realidade carnal original e suas próteses incorporadas, tornando-se plataforma a partir da qual o ator expandido realizará suas investigações reais e virtuais”, finaliza o grupo.
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Cia. Satyros trata do impacto das novas tecnologias em 'Cabaret Stravaganza'
No novo espetáculo teatral, efeito que mudanças da Era Digital fizeram em nossos corpos é tema
20 de outubro de 2011
Uma nova humanidade demanda, necessariamente, um novo teatro. Foi guiada por essa crença que a cia. Os Satyros criou Cabaret Stravaganza, espetáculo que entra hoje em cartaz.
Em pauta, está o impacto das novas tecnologias sobre o homem. O efeito que tantas mudanças tiveram sobre nossos corpos, nossas formas de relacionamento, nossa maneira de ver e compreender o mundo. "Estamos diante de uma outra humanidade. Quem seria Hamlet hoje? Será que ele teria um perfil no Facebook? Uma identidade falsa?", questiona o diretor Rodolfo García Vázquez. "Não vamos conseguir tratar disso se usarmos as formas dramáticas convencionais."
Em uma de suas montagens anteriores, Hipóteses sobre o Amor e a Verdade, o grupo já ensaiava os primeiros passos em direção ao que chama de "teatro expandido". Na peça de 2010 eles já experimentavam mirar o território dos "amores líquidos". Flagravam relacionamentos nascidos em ambiente virtual e, para retratá-los, optavam por uma forma fragmentária.
Em Cabaret também não existe uma fábula a conduzir a encenação. À maneira de um cabaré dadaísta, elencam-se quadros, aparentemente desconectados. Sucedem-se assim histórias de suicídio, de depressão, do impacto do uso de medicamentos, da dependência que criamos em relação a aparelhos eletrônicos.
Outro dado que aparecia em Hipóteses e que será retomado no trabalho atual é o pendor para a performance. Não vemos propriamente personagens, mas atores que se colocam em cena e vasculham suas biografias.
Nesse sentindo, estão lançadas as bases de uma estética que flerta com a dinâmica própria do reality show. Capaz de exacerbar ainda mais o cunho performático que já ronda o teatro há pelo menos três décadas. "Não estamos buscando referências dentro do teatro, mas fora dele. Em pessoas que estejam discutindo essa nova realidade", lembra o diretor.
Alçada a primeiro plano está a noção de ciborgue. E, aqui, não se está a falar de alguma distante criatura, que povoa apenas as narrativas de ficção científica.
Revela-se o corpo modificado pelos implantes mecânicos, mas também pelas evoluções nas áreas de nanotecnologia e genética. Pelas possibilidades de cura e de transformação ofertadas pela medicina.
Quando entram no palco, os atores não deixam de lado seus apêndices eletrônicos: laptops, iPads e iPhones são utilizados para criar imagens, iluminar cenas, mostrar gravações. "Toda a nossa relação com o mundo hoje é eletrônica. E esse mundo digital não é apenas uma fantasia. Ele afeta diretamente o mundo real, físico", comenta Vázquez.
O que se delineia é, inegavelmente, um teatro de feições políticas. Preocupado em tematizar o fim das utopias, em falar da dissolução dos rituais, de vida e de morte. "Vivemos um momento de tradições esvaziadas. Não temos comunidade, vínculos", diz o diretor.
Sem tomar partido - não se trata de louvar as mudanças tecnológicas nem tampouco de assumir um olhar nostálgico para uma era pré-eletrônica -, a intenção é trazer essas novas questões para dentro da peça. "Se o teatro não dialogar com isso, ele não tem nenhum futuro."
O que acontece virtualmente deve impactar Cabaret Stravaganza ao longo da temporada. Já é possível acompanhar pela internet o projeto Lou - Leo, uma das facetas do espetáculo. Para fazer uma masectomia, o ator transexual Léo Moreira de Sá lançou uma campanha para arrecadar R$ 15 mil. "O corpo hoje é capaz de transformar-se. As noções de gênero, como as conhecíamos, não existem mais", pontua o diretor Rodolfo García Vázquez. Ao se submeter à cirurgia, Léo pretende adaptar seu corpo feminino a uma nova forma. A intenção é relatar as etapas desse processo durante o espetáculo. "Mostramos como o mundo digital tem uma interface com o mundo real", diz Vázquez.
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Em nova peça, Satyros mistura efeitos visuais com realidade para questionar o corpo humano Nova produção do Satyros mistura realidade e beleza de forma criativa
O meu corpo-máquina faz parte da minha humanidade. Esse corpo é meu? Este corpo não é meu. Que diferença isso faz? Essas são algumas das questões levantadas pela companhia paulistana de teatro Os Satyros em sua mais nova produção, “Cabaret Stravaganza”, que mistura belos efeitos visuais com depoimentos pessoais e muitas perguntas sufocantes com o objetivo de realizar um sonho: a cirurgia de readequação sexual de Leo Moreira Sá.
O cabaré sátiro tem dança, música e alegria, mas, como na vida, traz também momentos de solidão e angústia, relembra tristezas e frustrações e questiona valores e práticas tidas como normais. Na concepção da companhia, não há mais espaço para o mundo que existia, agora é hora de uma humanidade que reconhece o outro não pelo seu externo – que atualmente pode ser totalmente transformado. O que está em jogo é o seu sentimento, e o que você faz com ele.
Tudo começa em um baile alvo, de música calma, com participação da plateia, que se faz presente ainda nas frases lidas no início do espetáculo. Tiradas de dentro de uma caixinha, formam um mosaico de pensamentos soltos em um mundo cada vez mais rápido e raso. Se você se lembrou da dinamicidade do Facebook e do Twitter acertou em cheio.
Em cena, personagens se misturam à face real dos atores. Depoimentos verídicos lembram ao espectador que atrás da máscara dionisíaca existe um ser humano – inclusive Leo, ansioso por seu sonho de conciliar corpo e mente e se jogar “em um banho de mar” para comemorar a unificação. Cada um com uma história mostrando que ninguém nesse mundo é igual ao outro – logo é impossível continuarmos insistindo em padrões estabelecidos.
Homem, mulher, travesti, transexual, gay, lésbica, bissexual ou qualquer outra denominação. No Cabaret Stravaganza pouco importa como você se define, todos têm seu espaço na pista de dança e todos bailam ora com a alegria e ora com a tristeza. Todos são humanos tentando sobreviver em meio a uma revolução tecnológica capaz de mudar corpos, construir novos e negar os já existentes.
Com belos efeitos especiais e uma boa dose de humor ácido, “Cabaret Stravaganza” é um espaço para você ser quem é, contar seus medos, confessar segredos e em momento algum ser julgado por isso. Todos estamos unidos pela dor e pelo amor, pelo vício e pela virtude, seja lá qual órgão sexual temos embaixo das roupas íntimas ou sonhamos em ter um dia.
“Cabaret Stravaganza” – até 18 de dezembro
Espaço dos Satyros I: Praça Roosevelt, 214 – Consolação
R$ 20 (inteira), R$ 10 (estudantes, classe artística e Terceira Idade) e R$ 5 (oficineiros dos Satyros e moradores da Praça Roosevelt)
Tel.: (11) 3258 6345
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“Cuba Libre”, o mais recente documentário do cineasta Evaldo Mocarzel, produzido pelo Satyros Filmes e Casa Azul, fará parte da 35ª Mostra Internacional de Cinema que acontece, em São Paulo, de 21 de outubro a 03 de novembro de 2011.
Através do retorno da atriz transexual cubana Phedra de Córdoba à Havana depois de 53 anos sem pisar no seu país, o filme coloca em discussão a luta pelos direitos dos homossexuais num ambiente extremamente machista como a ilha governada durante décadas por Fidel Castro, hoje comandada por seu irmão Raúl.
Diretor Evaldo Mocarzel
Roteiro Evaldo Mocarzel, Willem Dias
Fotografia Fabiano Pierri
Montagem Willem Dias
Produtor Evaldo Mocarzel e Assunção Hernandes
Produção Satyros Cinema, Casa Azul e Raiz Produções
EVALDO MOCARZEL – Diretor
Evaldo Mocarzel tem 50 anos e nasceu no dia 9 de fevereiro de 1960 em Niterói, no Estado do Rio de Janeiro. Formou-se em Cinema e Jornalismo na Universidade Federal Fluminense, no Rio, em 1982. Foi editor de cultura do jornal O Estado de S. Paulo durante oito anos. “Retratos no Parque” (1999); “À Margem da Imagem” (curta 2002 e longa 2003); “Mensageiras da Luz – Parteiras da Amazônia” (curta e longa 2004); “Primeiros Passos” (2005); “Do Luto à Luta” (2005); “À Margem do Concreto” (2006); “Jardim Ângela” (2007); “O Cinema dos Meus Olhos” (2007); “Brigada Pára-quedista” (2007), “Sentidos à Flor da Pele” (2008), “À Margem do Lixo” (2008), “BR-3 (a peça) e “BR-3 (o documentário)” (2009), “Quebradeiras” (2009) e “Cinema de Guerrilha” (2010).
> Exibições
35ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo
17h50 - CINE LIVRARIA CULTURA - Conjunto Nacional
Av. Paulista, 2073, Cerqueira César / CEP: 01411-000 / TEL: 3285-3696.
25/10/2011
16h10 - UNIBANCO ARTEPLEX - Shopping Frei Caneca
Rua Frei Caneca, 569 - 3ºpiso / CEP: 01307-001 / TEL: 3472-2362.
26/10/2011
18h50 - CINE OLIDO
Avenida São João, 473, Centro / CEP: 01035-000 / TEL: 3397-0158.
31/10/2011
21h20 - CINEMATECA
Largo Senador Raul Cardoso, 207, Vila Clementino / CEP: 04021-070 / TEL: 3512-6111.
3/11/2011
23h10 - CINE SABESP
Rua Fradique Coutinho, 361, Pinheiros / CEP: 05416-101 / TEL: 5096-0585
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Os Satyros preparam a estreia digital do seu próximo espetáculo, “Cabaret Stravaganza”, para o próximo dia 20 de setembro, às 19h30. A estreia física do espetáculo ocorrerá no próximo mês de outubro.
Dando continuidade à sua pesquisa de teatro expandido, Os Satyros pretendem, através de “Cabaret Stravaganza” aprofundar as investigações nesse sentido.
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Os Satyros lançam seu núcleo de teatro juvenil, no dia 18 de setembro às 18hs, no Espaço dos Satyros Dois,
com a estreia do espetáculo “Na Real”. O trabalho partiu de uma investigação teatral de Os Satyros realizada
com quinze adolescentes da rede pública de ensino da região central da cidade de São Paulo.
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Festa - Meta a Boca no Trombone |
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INFORME - Alteração de data para "Satyrianas – Uma Saudação à Primavera" |
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Por questões de logística e produção, a curadoria e coordenação das “Satyrianas – Uma Saudação à Primavera” vêm informar que o evento marcado para os dias 12, 13, 14 e 15 de novembro foi transferido para os dias 25, 26, 27 e 28 do mesmo mês.
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Crítica: Momento inquietante na Praça Roosevelt |
Crítica: Momento inquietante na Praça Roosevelt
Por Luciano Maza (SP) - Caderno Teatral
Bernard-Marie Koltès (1948-1989) é o principal nome da dramaturgia francesa da segunda metade do século XX e seu autor mais encenado no mundo. Sua obra é marcada pela força da linguagem que transita entre o coloquialismo e a poesia, e também pelo retrato contundente de um universo marginal com personagens que lidam com a viol??ncia de uma realidade crua, excludente e solitária.
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Crítica - Os Satyros Acertam na Tradução de Universo Sujo de Peça de Koltès |
Montagem brasileira de "Roberto Zucco" traça retrato satírico e absurdo da sociedade, com elenco vigoroso
Cristiane Rieira - Crítica da Folha
Última peça escrita pelo francês Bernard-Marie Kolt??s (1948-1989), "Roberto Zucco" foi montada pela vez postumamente, em Berlim, em 1990.
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Crítica - Roberto Zucco em Cena Panorâmica |
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Que Rodolfo Garcia Vázques está entre os melhores encenadores brasileiros não há quem duvide. Mas, desta vez, ele consegue surpreender mesmo o público assíduo de suas montagens. Coloca em cena o texto de Bernard-Marie Koltès, Roberto Zucco, sobre o criminoso Roberto Zucco (que esteve em cartaz há alguns anos, dirigido por Beatriz Azevedo, com tradução de Fernando Peixoto).
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Por Leandro Quintanilha
Um recurso comum para quem se apresenta em público é imaginar que os espectadores estão pelados na plateia. A suposta fragilidade do público reforçaria a sensação de segurança de quem 'se expõe' no palco.
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